Paulo Miklos - A Gente Mora no Agora | Crítica

Com álbum otimista e cheio de referências, ex-Titãs mostra novo caminho para sua música
Paulo Miklos lança novo disco A Gente Mora no Agora

Chorar é importante igual sorrir.
É assim que Paulo Miklos, um dos mais prolíficos ex-Titãs, recebe a gente em seu novo trabalho solo, A Gente Mora no Agora. E não é estranho perceber como esse verso - do single "A Lei Desse Troço", composta em parceria com Emicida - parece ser um espelho do momento que o músico vive agora.

Um ano depois de sair de uma das mais importantes bandas brasileiras e na qual fez seu nome, Miklos foi ser livre mais uma vez para dar vazão ao seu infindável fervor criativo, que já lhe rendeu cinema, teatro, televisão e centenas de músicas. Desde seu escapismo transparente de "Vou Ser Feliz E Já Volto", de 2001, até hoje, ele nunca ficou parado e produziu muito e sempre com parceiros das mais diversas áreas.

Agora ele volta com tudo e com todos, entregando um disco delicioso de se ouvir, que deixa nítida sua influência de música brasileira. Tem samba, baião, música nordestina e muitos toques de tropicália, clube da esquina, novos baianos, Roberto e Erasmo, de tudo um pouco.

E claro, suas melodias ainda trazem muito dos Titãs no DNA delas. E isso dá um toque ainda mais especial no projeto ambicioso de Miklos: ele explora sem perder sua essência. E pra conseguir tirar do papel tudo o que tem na cabeça, resolveu se juntar com parceiros de peso. O disco traz parcerias com nomes como Erasmo Carlos, Céu, Guilherme Arantes, Emicida, Mallu Magalhães, Arnaldo Antunes, Pupillo e um time pomposo de grandes compositores.

Um desses nomes é Nando Reis, que lhe deu de presente uma linda e emocionada música, retratando um drama pessoal dele - a perda da esposa e sua difícil batalha contra o câncer - de um jeito delicado e respeitoso. Presente de amigo, mesmo.

“Não Posso Mais”, a incrível “Vigia”, “Princípio Ativo” e “A Lei Desse Troço” estão entre as mais inspiradas do álbum e reforçam a versatilidade de Miklos na hora de escolher seu repertório. Desde os tempos de Cabeça Dinossauro (1986) ele sabe se mostrar um multifacetado mensageiro, agora traz isso também nas parcerias.

Miklos está radiante e cada um de seus lados é exposto aqui. A Gente Mora No Agora é um álbum otimista, cheio de espelhos de sua própria história, ainda que totalmente bem decorados com elementos do momento presente. Miklos esbanja sua bagagem, mas com o olhar sempre para frente. Com tudo o que passou e de peito aberto, na linda "Eu Vou", ele se expõe e se vê mais pronto do que nunca para uma nova vida.

Vida longa, vida louca, Paulo. (Ouça o disco abaixo).

Paulo Miklos mistura gerações e sonoridades em novo disco cheio de participações especiais e referências marcantes.

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Nota do crítico (Ótimo)
críticas de Música

Bom Album, a do Nando Reis é a melhor de todas.

Então parabéns Felipe Cotta, kkkk

Opa vitão, tudo bem? Quem mandou essa foi o Felipe Cotta. Outro grande conhecedor de música. :) J.

Que crítica boa, parabéns Jacídio!

Gostei das músicas, mas como bom titânico que sou, acredito que abusou um pouco do samba... Mas sucesso o cara merece!

Bacana! Sucesso ao Paulo!

Grande artista!!!

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